Rede CAME - Juntos por uma Crianca Feliz

As autoridades ligadas ao sector de Educação e Desenvolvimento Humano, em Gaza, e a Rede Came estão preocupadas com a prevalência de casos de assédio sexual de alunas protagonizados por alguns professores. Dados disponíveis dizem que só no ano passado seis casos foram reportados em várias escolas da cidade de Xai-Xai, o que culminou com o afastamento de dois professores, enquanto decorrem as investigações em relação aos restantes quatro.

Representantes de ONG's nacionais reuniram-se com a PGR (Procuradoria Geral da República), no dia 28 de Fevereiro, com o objectivo de discutir acções para melhorar a coordenação entre o Governo, Estado e as mesmas. Fizeram-se presente no encontro as seguintes organizações, ROSC, Muleide, Linha Fala Criança, Rede da Criança, Rede CAME, SANTAC, IREX, RECAC e a OIM.

Um total de Vinte e dois professores, conselheiros e assistentes sociais das Organizações Kulima, ADPP, Ministério Arco Iris, Linha fala criança, Instituto Mwana e Renascer receberam capacitação sobre Jornada da Vida, uma ferramenta muito importante para desenvolver uma capacidade de resiliência nas pessoas, em especial nas crianças vítimas de algum trauma.

No âmbito da implementação do projecto "Minha escola, Minha casa – Manter a rapariga na escola", financiado pela PEPFAR, com o apoio técnico da JSI Research & Training Institute, Inc, os colaboradores da Rede Came deslocaram-se à cidade de Xai-Xai no dia 28 de Fevereiro, para apresentar o projecto e sugerir a criação do Comité de gestão e Clube de raparigas para melhor gestão do projecto.

Tendo adoptado a denominação Rede Contra o Abuso de Menores em 2005– a Rede CAME é uma organização estabelecida no ano 1998, outrora conhecida por Gabinete da Campanha Contra Abuso Sexual de Menores. Actualmente, a Rede CAME trabalha em prol da promoção, protecção e defesa dos Direitos da Criança, em especial os Direitos das raparigas desenvolvendo um projecto de combate à Violência Baseada no Género. A sua visão é de uma sociedade na qual a criança participa no seu desenvolvimento livre de qualquer forma de abuso e onde prevalece uma cultura de respeito pelos seus direitos.

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